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terça-feira, 11 de junho de 2013

VIVA o Acarajé foi liberado!

Acarajé que será vendido na Arena Fonte Nova durante a Copa custará R$ 8
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Baianas receberão treinamento especializado para atender o público na Copa
Foto: Alessandra Lori/Secopa-BA
Mellyna ReisDo NE10/Bahia
A Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo 2014 (Secopa-BA) apresentou nesta sexta-feira (7) os detalhes sobre o esquema da venda de acarajés dentro da Arena Fonte Nova, em Salvador, durante a Copa das Confederações. Patrimônio imaterial tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacionalradicional (Iphan), o quitute tradicional na Bahia será vendido a R$ 8 com camarão e R$ 6 sem o crustáceo.
O anúncio foi feito no Hotel Portobello, em Ondina, com a presença da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam), da Secrataria Municipal da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 (Ecopa), patrocinadores e representantes da Arena. Seis baianas e os respectivos auxiliares, totalizando 32 pessoas, atuarão em uma área especialmente criada para as equipes dentro da área do 'Commercial Display', onde estarão as marcas que patrocinam o torneio.
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O local é anterior a passagem do torcedor pelas catracas do estádio, cujo acesso é liberado apenas para quem tiver ingresso em mãos. Os torcedores também serão liberados a entrar no estádio com acarajé, mas as bebidas só poderão ser levadas em copos plásticos. O investimento estimado para a construção das estruturas onde as vendedoras serão acomodadas é de R$ 20 mil e será custeado pelos próprios patrocinadores do evento.

» Confira o vídeo da maquete do local onde ficarão as baianas de acarajé:

"Estamos consolidando um trabalho iniciado há vários meses. Agora, está garantido a presença deste grande patrimônio da Bahia na Copa. As baianas não só estarão presentes, como serão instaladas no melhor espaço disponível", destacou Isaac Edington, secretário municipal da Copa.
Na próxima semana, as baianas e equipes participarão de um treinamento que será oferecido pelo Senac sobre manipulação de alimentos, higiene pessoal e atendimento ao público, para garantir a qualidade e o padrão do atendimento. Além da capacitação, os técnicos do Senac farão duas visitas para observar a atuação no ponto de venda e o local de preparação dos produtos.

Turistas poderão conferir os cardápios em inglês e espanhol (Foto: Secopa-BA/divulgação)
Um cardápio em português, inglês e espanhol foi desenvolvido pelo Sebrae com o apoio da Abam, onde traduzem os ingredientes e quitutes que serão vendidos. Para evitar acidentes, as baianas utilizarão fogão. Serão oferecidos ao público acarajé, abará (cujo preço será o mesmo do acarajé), bolinho de estudante, cocadas e passarinha. O valor corresponde às despesas das baianas com os produtos e a equipe de auxiliares.
Segundo a presidente da Associação, Rita Santos, das seis profissionais escolhidas para trabalhar na Copa, três já atuavam na antiga Fonte Nova e as demais estiveram envolvidas no movimento para garantir a presença do acarajé na Arena. "Já ganhamos essa primeira batalha, mas nossa luta continua, porque agora queremos que as baianas também possam vender seus quitutes nos jogos dos campeonatos estadual e nacional", comentou.

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Fonte UOL




quinta-feira, 6 de junho de 2013

Nóis é Jeca?

Nos tempos de Facebook, celulares com vídeos, máquinas fotográficas, conexão 4G Plus, como melhor transmitir uma idéia, um sentimento?
“Nóis é Jeca, mais é Jóia” de Juraildes da Cruz traz uma resposta, (Aurora do Norte- Tocantins , 23 de novembro de 1954), é um cantor e compositor tocantinense. É um sertanejo, não apenas por modismo, mas daquele que canta com a simplicidade trazida do berço e muito bem guardada no coração. Faz parte de uma linha de cantadores que traz no seu cantar os autênticos valores da cultura regional, aprendidos na linguagem, hábitos e costumes do povo.
Essa música em 1998 ganhou o “Prêmio SHARP” hoje chamado de “Prêmio de Música Brasileira, na categoria de melhor música regional.
Traz uma profunda crítica social, de uma forma alegre e divertida. Uma resposta ao Eurocentrismo ou “americanização”. Lição de casa para blogueiros e produtores de contéudo da internet.

Nóis é Jeca mais é Jóia

Juraildes da Cruz

“Andam falando que nóis é caipira
Que nossa onda é montar a cavalo
Que nossa calça é amarrada com imbira
Que nossa valsa é briga de galo
Andam dizendo que nóis é butina
Mais nóis num gosta de tramóia
Nóis gosta é das menina
Nóis é jeca mais é jóia
Mais nóis num gosta de jibóia
Nóis gosta é das menina
Nóis é jeca mais é jóia
Se farinha fosse americana, mandioca importada
Banquete de bacana era farinhada
Andam falando que nóis é caipira
Que nóis tem cara de milho de pipoca
Que nosso rock é dançar catira
Que nossa flauta é feita de taboca
Nóis gosta é de pescar traíra
Vê a bichinha gemendo na vara
Nóis num gosta de mintira
nóis tem vergonha na cara
Nóis gosta é de pescar traíra
Vê a bichinha chorando na vara
Nóis num gosta de mintira
nóis tem vergonha na cara
Se farinha fosse americana, mandioca importada
Banquete de bacana era farinhada
Andam falando que nóis é caipora
Que nóis tem que aprender ingleis
Que nóis tem que fazê sucesso fora
Deixa de bestaje, nóis nem sabe o portugueis
Nóis somo é caipira pop
Nóis entra na chuva e nem móia
Meu I love you, nóis é jeca mais é jóia
Nóis somo é caipira pop
Nóis entra na chuva e nem móia
Meu I love you, nóis é jeca mais é jóia.”