sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Mãe Stella lança livro na ALB

Mãe Stella lança na ALB livro sobre a sabedoria do destino

Quando alguém é iniciado no candomblé, além de ganhar um novo nome, também fica sabendo o nome do seu orixá e o seu destino (odu). A sabedoria sobre o que a vida reserva a cada um e a melhor forma de os seres humanos conduzirem-se é o assunto que Mãe Stella de Oxóssi, 88, trata em seu novo livro lançado na Academia de Letras da Bahia (ALB).

Mãe Stela

Mãe Stella quer, com o livro, preservar o saber oral e evitar distorções na essência da religião

 

Ofún, dedicado ao odu de Oxalá, foi lançado nesta quarta-feira, 18, às 18 horas, na Academia de Letras da Bahia (ALB), e inaugura a Coleção Odu Àdajó (Coleção de Destinos). Cada um dos 16 volumes vai contemplar um odu, tal como são representados no oráculo de Ifá, transposto para o Brasil como Jogo de Búzios.
A ialorixá do Ilê Axé Opô Afonja e imortal da ALB, que tomou posse em 12 de setembro deste ano,  aprofunda seu conhecimento sobre o oráculo desde que foi iniciada, aos 14 anos.

Ela conta no prefácio que, assim como Bida de Iemanjá, numa época em que este saber era transmitido apenas oralmente pedia que ela anotasse as orientações, ela própria pediu que uma filha de Iemanjá do Opô Afonjá, Graziela Domini, recolhesse e organizasse o conhecimento que acumulou.

Assim, o livro preserva a energia da  tradição oral, com informações de Mãe Stella, e a sistematização da tradição escrita, a cargo de Graziela.

"Optei por fazer uso da tradição escrita para, respeitosamente, oferecer a riqueza da filosofia yorubá, que nos foi transmitida pela tradição oral (ìpita), sem, no entanto, expor fundamentos que não são de interesse de todos", escreve Mãe Stella.

A ialorixá também enfatiza que as informações que dissemina dizem respeito à prática  no Opô Afonjá, com objetivo de preservar a tradição, na modernidade, de "deturpações na essência da religião milenar".

Graziela explica a complexidade que envolve os odus: "É o caminho que a gente deve seguir e que coisas  deve fazer para que esse caminho seja o melhor possível, para   ter uma longa vida e cumprir a missão que tem na terra".

O odu, de acordo com a filha de Iemanjá,  também vai revelar  o seu gênero, em que ponto cardeal as oferendas devem ser depositadas, quais são os seus mitos e dizer quais os orixás que falam neste odu. Além disso, identificam elementos relacionados do reino mineral, vegetal, entre outras particularidades.

Na introdução, as autoras explicam a magnitude do odu  Ofún Méjè: "Öfun Méjì é o odu da unidade e, por isto, tem como instrumento a Cabaça-da-Existência, correspondente ao Ovo Cósmico de outras tradições, que comporta tudo o que foi ou que há de ser criado através do movimento dos diversos pares de opostos".

Fonte: Portal A Tarde

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Aperto de mão histórico entre Obama e Raúl Castro

Aperto de mão histórico entre Obama e Raúl Castro após 35 anos de rompimento de relações diplomaticas.

(COM VÍDEO) O Presidente dos EUA, Barack Obama, apertou a mão e trocou breves palavras com o seu homólogo cubano, Raúl Castro, durante a homenagem a Nelson Mandela, na África do Sul.

Aperto de mão histórico entre Obama e Raúl Castro

As relações entre EUA e Cuba estão cortadas desde 1961, depois da Revolução Cubana de 1959 e das nacionalizações dos bens norte-americanos na ilha. O embargo norte-americano total foi decretado em 1962, pelo então presidente John F. Kennedy, existindo ainda hoje sanções económicas contra a ilha.

Nos últimos anos tem havido contudo uma aproximação, tendo Obama defendido uma revisão da política com Cuba - mantendo sempre o objetivo de ajudar a uma liberalização da ilha.

Obama cumprimentou Raúl Castro depois de subir à tribuna, antes do seu discurso na cerimónia. O líder cubano irá também discursar.

O Presidente norte-americano cumprimentou ainda com dois beijos a sua homóloga brasileira, Dilma Rousseff, que tem sido crítica em relação ao programa de espionagem dos EUA e cancelou uma visita oficial a Washington em outubro.

 

JK 1976 desastre X 2013 Complô de assassinato

Relatório reúne 90 "indícios, evidências, ...Comissão da Verdade de SP conclui que JK foi assassinado
O ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditatura militar. Comissão da Verdade da cidade de São Paulo promete provar em relatório que será divulgado na próxima terça-feira (10). O relatório reúne 90 "indícios, evidências, ...

Jornal Jk

Comissão da Verdade de SP conclui que JK foi assassinado

Ex-presidente morreu em um acidente de carro, na Via Dutra, em agosto de 1976

 

Juscelino Kubitschek tentava reestabelecer a democracia no País Arquivo/18.04.1958/ Estadão Conteúdo

O ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditatura militar. É isso que a Comissão da Verdade da cidade de São Paulo promete provar em relatório que será divulgado na próxima terça-feira (10).

O relatório reúne 90 "indícios, evidências, provas, testemunhos, circunstâncias, contradições, controvérsias e questionamentos" que pretendem comprovar que JK foi alvo de um complô em 22 de agosto de 1976 e que sua morte, após um acidente de carro na Via Dutra, foi provocada.

Segundo a versão oficial, JK, que tentava articular a volta da democracia ao País, morreu em um acidente com um Opala na estrada. Mas o vereador Gilberto Natalini (PV), presidente da Comissão Municipal da Verdade, contesta isso.

— Não temos dúvida de que Juscelino Kubitschek foi vítima de conspiração, complô e atentado político.

A comissão ouviu o depoimento do motorista Josias Nunes de Oliveira, apontado durante a Ditadura como responsável pelo acidente matou ex-presidente. Oliveira disse que, após o acidente dois homens ofereceram dinheiro para que assumisse a culpa pelo ocorrido.
O motorista dirigia o ônibus que bateu contra o carro do ex-presidente, matando Kubitschek e o motorista do carro, Geraldo Ribeiro.

“Eles foram na minha casa e disseram que se eu não aceitasse o dinheiro e assumisse a culpa, eles bateriam em mim”, declarou o motorista aos vereadores em seu depoimento.
O antigo secretário particular do ex-presidente, Serafim Melo Jardim,  também depôs, e afirmou à comissão ter certeza de que JK vinha sendo vigiado.

"Eu acompanhei o presidente desde que voltou do exílio. Sempre que viajávamos ele dizia: 'Estão querendo me matar'".
Segundo Natalini, a partir desses quatro depoimentos a Comissão começou a investigar o caso e chegou ao veredicto.

— Em cima desses depoimentos, fomos atrás de documentos que comprovassem as informações. Descobrimos laudos falsos, erros processuais e de perícia que nos levaram a declarar que Juscelino Kubitschek fora vítima de uma conspiração.
A intenção da Comissão Municipal é encaminhar a documentação para Brasília, auxiliando a CNV (Comissão Nacional da Verdade) no esclarecimento do caso. Natalini espera que a Comissão Nacional também reconheça e declare o assassinato de JK.

— É um caso de justiça para com os brasileiros, a família do ex-presidente e a história do nosso País.

Filippo Cecilio, do R7

Fonte R7 Notícias

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O adeus do gigante Nelson Mandela

Nelson Mandela pediu há alguns anos para que na sua lápide apenas se escrevesse : "Aqui jaz um homem que fez o seu dever na Terra." A sua humildade cabe realmente numa frase gravada na última morada. Mas o seu exemplo de vida, esse, é incomensurável. Perdurará para a história muito mais tempo do que a sua lápide. Ontem morreu um homem cuja memória será eterna.

Camiseta Mandela (303x374)

Quando o Presidente Jacob Zuma veio anunciar ao mundo a morte do herói da luta contra o apartheid logo se sucederam as homenagens e os elogios de líderes mundiais e de tanta outra gente pelo mundo fora. Todos sabem o que significou para a evolução do mundo e das sociedades. A história dos homens registará um antes e um pós-Mandela. Algo que muito poucos conseguiram até hoje.

Nascido em Mvezo numa família de 13 irmãos de etnia xhosa, o primeiro presidente negro da África do Sul morreu aos 95 anos, após longos meses de luta contra a doença. Mas na memória de todos e para a história fica o homem que em 1990 saiu da prisão onde passara 27 anos (18 dos quais na temida Robben Island) de punho erguido. Enganou-se quem viu nesse gesto um desafio ao regime que o colocara atrás as grades. O antigo líder da ala armada do ANC deixara definitivamente para trás os tempos de violência e provou que o perdão também pode ser uma arma poderosa quando se procura alcançar a paz.

Empenhado em unir uma África do Sul dividida entre a minoria branca privilegiada e a larga maioria negra discriminada durante anos por um regime racista, quando chegou ao poder em 1994, nas primeiras eleições democráticas naquela que é hoje a maior economia de África e um gigante em termos de influência diplomática, não hesitou em recorrer ao seu engenho para acabar com as divisões. Até usou o râguebi, esse desporto de elites, através do qual conseguiu pôr todo um país a torcer pela vitória dos Springboks no campeonato do mundo organizado pela África do Sul em 1995.

Cumprido um mandato, Mandela voltou a mostrar porque é um dos políticos mais admirados em todo o mundo: decidiu deixar o poder. Um gesto ainda demasiado raro em África, mas que não tirou em nada a sua influência a "Madiba", o nome tribal que os sul-africanos usam com carinho para se referir ao seu primeiro presidente negro. Respeitado de forma quase unânime e globalmente, elogiado pela forma como soube unir a África do Sul, o Nobel da Paz 1993 (partilhado com Frederik de Klerk, o último presidente do apartheid) soube também revelar grandeza na sua vida pessoal. O homem que lançou as bases do que o arcebispo anglicano Desmond Tutu chamou a Nação Arco-Íris teve a seu lado, nestes últimos tempos de doença, toda a família.

Adorado pelo povo sul-africano, Mandela era visto como o cimento que mantinha a nação unida. Com a sua morte, surgem dúvidas sobre como vai ser o futuro de uma África do Sul onde a violência racial ainda não parece ter desaparecido totalmente, mas onde o exemplo conciliador de Mandela é um argumento tão forte que poucos ousam ignorar. Por agora, é tempo de o mundo chorar um grande homem, um exemplo tremendo para a humanidade. É tempo de dizer adeus a "Madiba", de dizer adeus a Mandela, um gigante e um herói.

Fonte Diário de Notícias PT

Cabelo crespo e blackpower proibido em colégio

Colégio em Guarulhos pede que aluno corte cabelo crespo. Mãe não cortou

Mãe não cortou cabelo diz que não conseguiu fazer rematrícula em escola. Colégio Cidade Jardim Cumbica diz que mãe perdeu prazo para matrícula.

Cabelo Black Power

Um colégio em Guarulhos, na Grande São Paulo, pediu que um dos seus alunos cortasse o cabelo crespo, a mãe não cortou e o filho não conseguiu fazer a rematrícula na escola Cidade Jardim Cumbica. A Polícia Civil abriu inquérito por racismo.

Segundo a mãe Maria Izabel Neiva, ela recebeu em agosto um bilhete da professora do filho Lucas Neiva, 8 anos, para que ele usasse um corte de cabelo mais adequado. Izabel decidiu não cortar o cabelo e mandou um bilhete para diretora que respondeu dizendo que “[esse tipo de] cabelo [black power] não é usado no colégio pelos alunos”.

“Vim conversar com ela [diretora] pessoalmente, passei umas duas ou três horas com ela porque eu falei pra ela assim ‘não atrapalha em nada o cabelo dele. Ele enxerga normalmente, o cabelo não está no olho, não atrapalha em nada’ e ela disse ´atrapalha os colegas a enxergar a lousa. Ela [diretora] falou ‘é crespo e é cheio. é inadequado esse cabelo. Venhamos e convenhamos, mãe’”, disse Izabel ao Bom Dia Brasil.

Ainda de acordo com a mãe, ela disse que não recebeu nenhum aviso sobre a rematrícula do filho e ao procurar a secretaria da escola foi informada que já não havia mais vaga para o menino.

Colégio Guarulhos

O colégio ainda anuncia que as matrículas estão abertas

Para o delegado do 3º Distrito Policial, Jorge Vidal Pereira, a conduta da escola pode ser qualificada como racismo.

“Toda vez que a pessoa é impedida ou é tolida de entrar em algum estabelecimento, inclusive estabelecimento de ensino, que tenha a conotação que é por causa da cor ou do cabelo está caracterizado dentro da lei que apura os crimes raciais”, disse Pereira .

De acordo com a polícia, a diretora da escola já foi notificada do inquérito e deve comparecer segunda-feira na delegacia para prestar depoimento.

Em nota, a direção do colégio Cidade Jardim Cumbica disse que a mãe perdeu o prazo da rematrícula e que foi orientada a colocar o nome do filho na lista de espera. Ainda de acordo com a escola, a professora havia orientado a mãe a cortar o cabelo do menino porque a franja estava atrapalhando a visão dele, mas que isso não tem relação com o fato do menino não poder ser rematriculado. A direção considerou o inquérito policial como “absurdo”.

Fonte G1

Veja o vídeo em http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/12/policia-vai-investigar-escola-que-pediu-para-aluno-cortar-cabelo-black-power.html

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Raça - Um Filme Sobre Igualdade

II Festival de Filmes Africanos leva produções de jovens cineastas à UFRN

O Núcleo de Antropologia Visual da UFRN promove, do dia 3 ao 5 de dezembro, debates, exibição de filmes e palestras com entrada Catraca Livre

Divulgação

Rastros, Pegadas de mulher’ aborda as pinturas murais das mulheres kassenas de Burkina Faso, perto da fronteira com Gana

Produções de novas gerações do universo cinematográfico africano desembarcam, de 3 a 5 de dezembro, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN.

Promovido pelo Núcleo de Antropologia Visual, o II Festival de Filmes Africanos traz trabalhos do Senegal, Níger, Burkina Faso e Tunísca, além de debates e palestras com entrada Catraca Livre.

Filmes como “Yiri Kan”, “Rastros, Pegadas de mulher” e “Uma risada a mais”, de jovens cineastas com destaque nos principais festivais do continente, integram a programação.

Raça – Um filme sobre igualdade

O primeiro dia da mostra conta com o lançamento do documentário “Raça” de Joel Zito Araújo e Megan Mylan às 19h00 no auditório da reitoria da UFRN. Em seguida, o público conta com a presença do Prof. Dr. Mahomed Bamba da Facom/UFBA, um dos organizadores do livro “Filmes da África e da Diáspora”, para ministrar um debate sobre a produção de documentários pelas novas gerações da África.

Fonte Catraca Livre

A morte do cacique Kaiowá

A morte de Ambrósio Kaiowá

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ambrósio Vilhalva, liderança Guarani Kaiowá do acampamento Guyraroká, morreu. Foi assassinado a facadas às oito e meia da noite do domingo, 1, em sua própria aldeia, a caminho de casa.

Sua morte é triste e complexa. Propomos aqui três apontamentos para refletir e para tentar compreender a morte de Ambrósio - e seus últimos anos de vida.

O primeiro está relacionado à terra. Guyraroká é um território retomado pelos Kaiowá. Em 1990, um grupo de 30 famílias que viviam confinadas na reserva Tey'kue, em Caarapó, conseguiu ocupar 60 hectares de uma das fazendas. Dali foram expulsos e permaneceram por quatro anos na beira da estrada, até que conseguiram voltar para a área.

Estudos antropológicos confirmaram a tradicionalidade do Guyraroká: 12 mil hectares foram identificados como terras originariamente ocupadas por àquelas famílias. Em 2009, o Ministério da Justiça publicou uma portaria declaratória, reconhecendo a área como efetivamente indígena.

O segundo apontamento está relacionado aos impactos do processo histórico imposto aos Guarani Kaiowá de perda de território e do confinamento nas reservas. Estas experiências foram traumáticas, transformaram abruptamente seus modos de viver a vida. Diminuiram e alteraram profundamente a qualidade e o sentido da vida destas pessoas.

Nesse contexto, bem como o suicídio, o uso compulsivo de bebidas alcoólicas proliferou com bastante força, atingindo centenas de Kaiowá desde então. Para suportar as tentativas de disciplinamento por parte do Estado e do capital, embriagar-se ou se matar forjaram-se como saídas. E Ambrósio bebia muito.

O terceiro apontamento tenta dar cabo do elemento mais trágico e grotesco da história: Ambrósio, segundo informaçãoes preliminares, teria sido assassinado por indígenas - e não por pistoleiros. No último período, a liderança vinha sendo alertada pela comunidade sobre os problemas que o uso compulsivo de bebidas alcoólicas traziam. Ambrósio vinha se tornando cada vez mais hostil com os indígenas da aldeia.

As memórias dão conta de que antes ele não era assim. Ambrósio era um bom yvyra'ja (aprendiz e auxiliar) do pai, seu Papito, tekoa’ruvixa (ou ñanderu, o rezador tradicional Kaiowá) da comunidade. Em 2008, Ambrósio foi um dos protagonistas do longa de ficção Terra Vermelha, co-produção italiana e brasileira sobre a tragédia Kaiowá. Bastante elogiado, o filme teve cinco nominações (entre elas, para o Festival de Veneza) e duas premiações. Ambrósio viajou bastante em função das agendas extensas de divulgação do filme (busque "Ambrósio Vilhalva" no Google para ter uma ideia).

Depois da exposição e da circulação do Kaiowá em festivais, espaços políticos e outras esferas, em diversos países, ele teria ficado assim, avesso, conforme indígenas que conviveram com Vilhalva. Sob severas privações em seu tekoha diminuto, a circulação de Ambrósio pelas extensas arenas por onde Terra Vermelha o levou teria acentuado as dissociações causadas pela invasão das terras Guarani Kaiowá, alçando Vilhalva a uma imagem difusa de si próprio.

Outros atores do filme também têm sofrido problemas semelhantes. Os produtores de Terra Vermelha possivelmente desconhecem esse fato, e muito menos anteviram os efeitos que a velocidade estonteante com que Ambrósio foi solapado provisoriamente de seu universo social causariam.

Expor grosseiramente os fatos relacionados à morte de Ambrósio apenas fragiliza a imagem dos indígenas e reforça os estereótipos que a hegemonia da elite agrária sul-mato-grossense insiste em vincular aos povos Guarani, com o intuito de reduzir as razões e a justeza que os levam a reivindicar seus territórios tradicionais. É preciso ser mais complexo e justo com a história, porque é exatamente o contrário disso.

Ruy Sposati, de Campo Grande (MS)

Fonte da notícia: Assessoria Cimi/MS