terça-feira, 13 de agosto de 2013

Reparação histórica cotas para Afro-uruguaios

Congresso do Uruguai aprova lei favorecendo a coletividade afrodescendente.

A lei destina 8% dos cargos públicos e estabelece incentivos para empresas privadas que contratem. Lei destina-se a proteger o coletivo afrodescendente da exclusão do trabalho e social.

Os mesmos critérios serão aplicados na educação. O projeto propõe um conjunto de bolsas de estudo, na escola, ensino fundamental e na faculdade, para crianças e jovens na população abrangida pela lei, algo que, segundo o governo deputado Felipe Carballo, será "muito mais ênfase", devido ao “elevado abandono escolar”, ocorrida com este setor da população.

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Representantes da “Junta Nacional de Mundo Afro “- Montevideo

O projeto foi aprovado por unanimidade no dia 11 de agosto pela Câmara dos Deputados e encaminhou ao Executivo para sua promulgação. A regulamentação da norma entrará em vigor em, no máximo, 90 dias.

A lei "não é uma solução mágica para a discriminação, mas pretende ser uma ferramenta que irá ajudá-lo a lutar contra isso", disse o deputado Julio Bango, representando a Frente Ampla no poder (esquerda).

No que diz respeito à discriminação racial, Bango distinguiu entre os valores que se baseia a discriminação individual e estrutural que está enraizada no país, que visa erradicar a esta norma e leva "a pessoas afrodescendentes no Uruguai ter menos mobilidade social”, que o resto da população.

Claudia de los Santos, diretora da organização Mundo Afro, disse que a situação socioeconômica do grupo é "muito diferente do resto da sociedade", uma vez que muitas mulheres "continuam a trabalhar no serviço doméstico e que é difícil para jovens conseguem emprego por sua origem, é algo discriminatório.”.

De acordo com o último censo populacional realizado em 2011, os afrodescendentes no Uruguai, que têm sua origem nos escravos que vieram para o país da África na época colonial, representam 8% da população, ou cerca de 300 mil, e 40% dessa população está abaixo da linha da pobreza, quantidade superior a 50% para os jovens menores de 18 anos.

A lei também faz um reconhecimento histórico da discriminação de afrodescendentes no país e estudar "o papel da comunidade no desenvolvimento do Uruguai", disse o Deputado Bango.

O diretor da “Asesoría Macro en Políticas Sociales del Mides” Andrés Scagliola refletiu que hoje não há qualquer medida similar. "O que se encontra no Estado, é encontrar afrodescendentes em cargos e serviço mais baixos, reproduzindo este padrão também no mercado privado, basicamente inseridos nos serviços domésticos e tarefas manuais como a construção civil e sendo mal pagos ".

As políticas sociais "têm afetado a população negra porque é a que mais sofre tanto na pobreza, como na miséria”. Esta lei introduz uma nova perspectiva que uma ação afirmativa.

A lei retornou aos Deputados e teve que ser aprovada novamente com as mudanças ocorridas no Senado. Estes incluem a duração, que havia sido inicialmente fixada em 10 anos e se transformaram em 15 anos. Após este tempo, irá apresentar um relatório que analisa os resultados e as taxas reais de inclusão da comunidade. O critério para a escolha da população que está incluído nesta regra será a autodeterminação, ou seja, a pessoa é que deve declarar quando se considera afrodescendente.

Afro-uruguaio refere-se a uruguaios de ancestralidade negra africana. Eles são mais encontrados em Montevidéu.

História dos afro-uruguaios

A literatura acadêmica do Uruguai negligência a presença e o papel dos africanos no desenvolvimento da nação. Os afro-uruguaios contribuíram muito para a economia do seu país, sociedade e cultura.

“Llamada” of Candombe – 2013 Pam Harris

“Llamada” of Candombe manifestação cultural originada a partir da chegada dos escravos da África.

Trazidos como escravos tornaram-se soldados de infantaria, e artesãos fazendo o desenvolvimento econômico do Uruguai entre os séculos XVII e XIX. Os africanos uruguaios foram os soldados cujo sangue e sacrifícios forjaram um Estado-nação independente de uma colônia espanhola, a independência que defenderam de invasores estrangeiros, primeiro a Grã-Bretanha e depois do Império do Brasil (Província Cisplatina) , durante as primeiras décadas do século XIX. Afro-uruguaios foram os músicos, escritores, e artistas cujas obras enriqueceram, iluminaram, e entretiveram seus cidadãos da época colonial até hoje.

Hugo Ferreira Zambukaki

Fontes: La Razón / El Pais Montevideo / Wikipédia

10 de agosto de 2013

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sábado, 10 de agosto de 2013

RAQUEL SOLANO TRINDADE 10 de agosto

RAQUEL SOLANO TRINDADE (1936-)

Homenagem aos 77 anos de uma longa participação política e artística de Raquel Trindade, ativista da cultura negra, artista plástica, poeta, dançarina e coreógrafa. Uma cidadã brasileira.

Raquel Homenagem Dilma

Da esquerda para a direita: Dilma Rousseff, José Sarney, Marta Suplicy e Raquel Trindade. A pesquisadora, folclorista e artista plástica, Raquel Trindade, foi homenageada pela Ordem do Mérito Cultural no Palácio do Planalto, em Brasília(5/11/2012).

Raquel Trindade Souza, a Kambinda, filha mais velha do grande poeta negro comunista Solano Trindade e Maria Margarida Trindade, coreógrafa e terapeuta ocupacional nasceu no Recife( PE) grande conhecedora da história e cultura afro-brasileira, é considerada uma das maiores memórias vivas no Brasil.

Raquel Solano 

Música, cultura e história correm por suas veias desde a infância. A avó materna Damázia Maria do Nascimento, cozinheira, dançava nos maracatus do Recife e Emerenciana, avó paterna, fazia lapinha, a casinha do presépio. Abílio Pompilho da Trindade, seu avô, sapateiro, era velho do pastoril e com ele Raquel ouviu muitas histórias que povoavam sua imaginação.

 Raquel com 2 anos no colo da mãe em Recife

Raquel aos 2 anos com sua mãe Maria Margarida

Seu pai, que em 1936 fundara o Centro Cultural Afro-Brasileiro e a Frente Negra Pernambucana, transfere-se para o Rio de Janeiro na década de 1940 onde, de cristão evangélico passa a militante comunista, filiando-se ao partido de Luiz Carlos Prestes. Em Caxias (RJ), município onde se instalou, montou a célula Tiradentes reunindo camponeses e operários.

Sua mãe rumou com as filhas Raquel e Godiva para o Rio de Janeiro. As meninas ficaram no navio e Maria Margarida saiu para procurar o marido. Sua única referência era o Vermelhinho, um bar que reunia comunistas e onde Solano, seu pai, aparecia para conversar e vender quadros e poemas.
A família foi então morar no bairro da Gamboa, em um barraco que tinha o aluguel cotizado pelos amigos do pai. Com ele, a partir dos oito anos passou a freqüentar a Biblioteca Nacional, exposições de arte, Pinacoteca e Teatro Municipal. Conheceu também o balé-afro da Mercedes Batista e a orquestra afro-brasileira do Abigail Moura.
Seus pais ensinavam dança no Teatro Folclórico do Aroldo Costa e por intermédio deles conviveu com intelectuais da época, dentre eles, o artista plástico Aldemir Martins, a pintora Djanira, a atriz Ruth de Souza e Abdias Nascimento, criador do Teatro Experimental do Negro.
Com a mudança para o município de Duque de Caxias (RJ), Solano promoveu várias festas com Maracatu, Coco e Lundu danças ensinadas pela mãe. Também com os pais aprendeu que devia ter orgulho por ser negra e transitou entre o universo evangélico da mãe e as reuniões comunistas, coordenadas pelo pai.

Raquel Solano

Envolvimento político que o levou, inclusive, por duas vezes à prisão, no período do Estado Novo. Anos mais tarde Raquel lembraria que, na estante de sua casa conviviam, lado a lado, na mesma prateleira, a bíblia da mãe e um exemplar de O Capital, de Marx, pertencente a seu pai.
Em 1950 seus pais e o sociólogo Édison Carneiro fundaram em Caxias o Teatro Popular Brasileiro (TPB) que, formado pela classe popular- donas de casa, operários (as), estudantes-, trabalhavam as origens de danças como maracatu, bumba-meu-boi e promovia, ainda, cursos de interpretação e dicção. As apresentações atraiam intelectuais, diplomatas e artistas.

Raquel Pinturas2

Raquel que se casou oito vezes tem três filhos - o compositor Vitor da Trindade, a artista culinária Regina Célia e a escritora dançarina Dada- e netos. Lembra que um dos casamentos aconteceu após uma viagem do TPB a Europa. Ela perdeu a virgindade no navio, com um dos músicos da equipe do pai, que ao descobrir ficou uma fera. O pessoal então, com a ajuda do cônsul, organizou o casamento em Varsóvia, na Polônia. No retorno a Caxias era uma senhora casada e assim ficou por três anos.

Na ocasião dessa viagem Raquel cursava o segundo ano do Clássico em um colégio particular no bairro de Laranjeiras e no qual só pode matricular-se, com a ajuda do professor Mira, que pagava as mensalidades. Mira era negro e Raquel lembraria, anos mais tarde, que isso não era uma coisa tão comum naqueles tempos: um professor negro de história.

Raquel aprendeu com os pais que o estudo é um dos mais preciosos bens que alguém pode deixar aos filhos. Gostava de estudar e lamenta que atualmente as crianças saiam das escolas sem que dominem a leitura, a escrita e o cálculo. Aos 12 anos ganhou o Prêmio Euclides da Cunha de literatura juvenil, competição nacional, com uma redação sobre a violência presente nos gibis da época

Raquel Trindade 77

Guarda saudades das professoras. Após a conclusão do curso primário cursou o ginásio no colégio Duque de Caxias e vivia com as mensalidades atrasadas. Estabelecimento particular- ela e sua colega Dagmar eram as únicas meninas negras do colégio. Na adolescência Kafka, Dostoievski e Graciliano Ramos, dentre outros, emprestados pela biblioteca do colégio, foram alguns de seus companheiros. Também a revista A Classe Operária a tirava do serviço de casa o que provocava reclamações da mãe. Raquel passava horas lendo.
Raquel Trindade é Fundadora do TPST (Teatro Popular Solano Trindade) e da Nação Kambinda de Maracatu, instalados na cidade paulista de Embu das Artes, para onde a família se mudou na década de 1960. Fundado em 1975 e administrado pela família o TPST faz parte da luta, para que a memória de Solano, o Poeta do Povo, falecido em 1974, permaneça viva.
O espaço que passou por sérias dificuldades financeiras foi reinaugurado em 13 de novembro de 2010. Das apresentações ocorridas no evento, que reuniu cerca de 700 pessoas, participaram também Vitor Trindade, neto do poeta, tocando solo, voz e violão, a partir de poemas do avô e Manuel Trindade, Bisneto, com sua banda Preto Soul. Maria Trindade, bisneta, com o percursionista Carlos Caçapava apresentou a cultura africana através dos tambores e Raquel empolgou o com suas danças e ritmos que resgatam a e a cultura popular brasileira.
Raquel sempre participou de Encontros e Conferências sobre a cultura negra, realiza cursos e oficinas livres por todo o país. Em 1988 foi convidada para lecionar aulas de folclore, teatro negro e sincretismo religioso na graduação da Unicamp, mesmo não tendo diploma universitário. Período, no qual enfrentou enorme resistência por parte de muitos dos(as) professores(as), após ter sido promovida pela universidade, de técnico didático a professora. Para Raquel, como conseqüência de sua mediunidade desenvolvida no candomblé, era como se uma enorme porta de vidro a impedisse de entrar na universidade para lecionar. Pressionada e com a descoberta de um câncer no intestino pediu demissão, retornando à Embu.
Na ocasião havia proposto um curso de extensão, no sentido de ampliar a reduzida presença negra na universidade. O sucesso da proposta, 170 alunos(as) inscritos, resultou na idéia de criar um grupo batizado de Urucungos, Puítas e Quinjengues, instrumentos bantos que foram trazidos pelos escravos para São Paulo. Composto por negros da comunidade, funcionários da Unicamp, alunos e professores, a maior parte das danças que o grupo apresenta foram pesquisadas e criadas por Raquel.

Valiosa fonte de conhecimento e vivência da cultura afro-brasileira, Raquel Trindade é uma de suas mais importantes Griot (guardiã do conhecimento). Sua atuação e testemunho têm sido de grande contribuição para o enfrentamento do preconceito contra o(a) negro(a), a mulher e o nordestino(a) na sociedade brasileira.

Fontes: Mulher 500 anos, atrás dos panos

Wikipédia

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Bala de borracha deixa cego o fotógrafo Sergio Silva

 

O fotógrafo Sérgio Silva foi uma das inúmeras vítimas da violência policial que marcou o dia 13 de junho de 2013 e a história das manifestações sociais no Brasil. Enquanto cobria o ato contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, ele foi atingido no olho por uma bala de borracha disparada pela Tropa de Choque, e pode perder a visão esquerda.

Em tempo, trago notícias sobre minha visão. Quinta, 25 de julho não foi um dia bom. Finalmente chegou a notícia do corpo médico de que nunca mais vou recuperar a visão do meu olho esquerdo. 

Mas o pior mesmo é olhar para o tempo e ver que os abusos por parte da polícia nas manifestações não tem fim. Desde que eu, vários jornalistas e manifestantes paulistas fomos feridos por balas de borracha e bombas de gás, ficamos sabendo de outros casos no Rio de Janeiro de pessoas que também perderam a visão ou se machucaram gravemente. Definitivamente, isso não pode continuar!

Apesar de ser politicamente engajado, eu nunca fui porta-voz de uma causa, mas as circunstâncias pelas quais passei me colocaram literalmente nesta posição, de uma vez por todas. Agora vou até o fim. E ressalto que é um grande incentivo para mim saber que tenho o apoio de outras 43613 pessoas como você.

Quero compartilhar este vídeo com você, para continuarmos mobilizando o maior número de pessoas conscientes contra o uso de armas não-letais.

Clique para compartilhar o fotógrafo

É importantíssimo também continuarmos divulgando nosso abaixo-assinado. Compartilhe no seu mural nas redes sociais, poste no feed de seus amigos, tuíte os links, peça para todos assinarem, envie para sua lista de emails pessoais e se puder, para a lista de emails do trabalho.

No Rio, a situação é ainda pior, por isso estou em contato com as outras pessoas que também foram atingidas naquele estado, e trabalhando com entidades e coletivos para conseguir abrir diálogos com o poder público visando a melhoria de processos relacionados a segurança da população em manifestações. 

Mais uma vez eu quero dizer muito obrigado. Mais do que somente assinar um abaixo-assinado, o seu apoio e de minha família são fatores que me mantém forte e esperançoso para seguir em frente, colocar a prótese no lugar do olho perdido, e voltar a trabalhar.

Não posso deixar que essa situação seja esquecida.

Sérgio Silva
Fotógrafo Futura Press

UPPs depois de Amarildo e AfroReggae?

 

Rio de Janeiro – O secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse hoje (4) que o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, na Favela da Rocinha, e os ataques do tráfico contra duas sedes do grupo AfroReggae, no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, não afetam a imagem das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Afro Regaee alemão

Beltrame falou à imprensa durante visita à Favela da Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que foi ocupada na última sexta-feira (2) pela Polícia Militar (PM) e ganhará uma companhia destacada, com 180 policiais. A Mangueirinha era considerada uma das mais violentas da região, conhecida como "o Complexo do Alemão da Baixada".

“Eu acho que não [afeta a imagem das UPPs]. Na Rocinha, a Divisão de Homicídios (DH) está trabalhando diuturnamente. Tivemos um incidente lá, sério e grave, que vamos apurar. Cinco anos atrás, você não poderia fazer um local de crime dentro da Rocinha ou do Complexo do Alemão. Se a gente quer avançar, não pode esquecer que houve um ganho substancial. [Há] problema, mas a situação nesses lugares é infinitamente melhor do que tínhamos antes. Quantos casos tivemos nesses locais em que as pessoas foram consumidas pelo microondas [fogueira feita com pilha de pneus] e os familiares não podiam nem ir a uma delegacia reclamar o corpo?”, declarou Beltrame.

O secretário comentou a intimação feita pelo delegado Rivaldo Barbosa, titular da DH, ao soldado PM Juliano da Silva Guimarães, que deverá prestar esclarecimentos nesta semana. Ele teria afirmado que um tio, motorista de um caminhão de lixo, foi obrigado por traficantes a retirar um corpo da Rocinha e levar para um depósito no Caju, região portuária.

“Denúncias, notícias e especulações têm que ser carreadas para dentro do inquérito e analisadas. Se esta pessoa disse que fez isso, vamos ver em que situação aconteceu. A polícia vai atrás para confirmar o que está sendo dito, para fazer com que denúncias virem, ou não, uma verdade. Nós temos que ter é cautela. Quando apresentarmos um resultado, tem que ser uma coisa muito bem feita.”
Beltrame falou também sobre a iniciativa do comandante da PM, coronel Erir Ribeiro, de anistiar punições de ações administrativas de 450 policiais, que assim poderiam limpar suas fichas e estarem aptos a promoções e à volta ao trabalho de rua.

“Da maneira como foi colocado e comunicado, eu não gostei. A Polícia Militar sabe o que significa delito administrativo de menor potencial, mas a sociedade não sabe. E precisamos esclarecer isto para dizer à sociedade o que significa e quais as consequências. Eu aguardo da PM explicações para que tenhamos isso muito claro e transparente.” Sobre o decreto, Beltrame respondeu: “Eu acredito que sim , [o decreto pode ser revogado. Nós precisamos analisar essas medidas para, criteriosamente, tomar uma medida”.

O pedreiro Amarildo desapareceu em 14 de julho, depois de ser levado por soldados da PM à sede da UPP da Rocinha para esclarecimentos. O comandante da unidade, major Edson dos Santos, alegou que ele foi ouvido e liberado em seguida, mas Amarildo continua sumido, o que provocou uma série de protestos tanto da comunidade quanto durante manifestações de rua, no Rio e até em São Paulo, com a frase "Cadê Amarildo?" estampada em faixas e cartazes, além de amplamente divulgada nas redes sociais.

O grupo AfroReggae teve sua sede no Complexo do Alemão incendiada no dia 16 de julho e um suspeito que chegou a ser preso acabou morrendo, vítima das queimaduras provocadas pelas chamas. Outra sede, localizada na Vila Cruzeiro, vizinha ao Complexo do Alemão e também ocupada pela polícia, foi alvejada por tiros, no último dia 1º. O AfroReggae desenvolve um trabalho social nas comunidades que poderia estar desagradando setores ligados ao tráfico de drogas.

Edição: José Romildo

Fontes EBC

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Corpo de Amarildo não foi encontrado

Polícia faz buscas na Rocinha por corpo de Amarildo

Amarildo Rocinha

Rio de Janeiro – A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil destacou hoje (7) cerca de 50 agentes para as buscas pelo corpo do auxiliar de pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido desde 14 de julho. Segundo o delegado Rivaldo Barbosa, responsável pelo caso, a polícia foi informada de que um corpo tinha sido encontrado na comunidade e os agentes foram até lá. Eles tiveram a ajuda de bombeiros, com cães farejadores. O corpo não foi encontrado, e as buscas prosseguem.

Em protesto, moradores da Rocinha e parentes do pedreiro Amarildo de Souza cobram informações sobre o desaparecimento do pedreiro que, após ser levado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) para averiguação, não voltou para casa

Em protesto, moradores da Rocinha e parentes do pedreiro Amarildo de Souza cobram informações sobre o desaparecimento do pedreiro que, após ser levado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) para averiguação, não voltou para casa (Fernando Frazão/ABr)

"O local vasculhado, conhecido como Dioneia, é uma área extensa de mata, que fica distante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Nós ainda estamos trabalhando com duas hipóteses: se o crime foi praticado por policiais militares ou traficantes", disse Barbosa.

Ontem (6), com base em depoimentos que havia colhido, a polícia fez investigações na Rocinha, com o objetivo de refazer os últimos passos de Amarildo. Hoje serão ouvidas mais quatro pessoas, entre elas policiais militares, que poderão ajudar a localizar o pedreiro.

O delegado também não descartou fazer uma reconstituição do caso. Na segunda-feira (5), ele ouviu 14 policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Abordado por policiais na comunidade, Amarildo foi levado para a base da UPP e não foi mais visto.

Na manhã de sábado (3), agentes e o delegado da Divisão de Homicídios ouviram depoimentos e fizeram uma perícia na sede da UPP na comunidade. Peritos usaram luminol, sustância química que permite encontrar vestígios de sangue, mesmo que o local tenha sido limpo. O resultado do exame ainda não foi divulgado.

Os investigadores querem descobrir por que os aparelhos de GPS dos carros da UPP e duas câmeras de segurança da comunidade não estavam funcionando no dia do desaparecimento de Amarildo. Os policiais tentam encontrar imagens gravadas por câmeras de prédios e de pontos comerciais de São Conrado, na zona sul, que possam ajudar a esclarecer o caso.

Edição: Nádia Franco

Fonte EBC

Movimentos populares africanos

 

Movimentos populares

As lutas pela independência, golpes de estado e guerras civis

Prédio do governo egípcio queimado durante a "Primavera Árabe"Prédio do governo egípcio queimado durante a "Primavera Árabe"Em 2012, os países do norte da África passaram por uma série de transformações. ONova África dessa semana mostra as mudanças que alteraram o poder político e a percepção que os países ricos tinham dessa região. O programa vai à Tunísia e ao Egitopara entender como e porque esses dois países passaram por revoluções que derrubaram governos que se mantinham há décadas no poder.

Mesmo sem o patrocínio de partidos políticos ou organizações sociais, protestos surgiram nas ruas e praças públicas dos dois países. Com a ajuda apenas da internet e das redes sociais, jovens pediram a queda de regimes que não perceberam como a insatisfação popular crescia com rapidez.

A repórter Aline Maccari encontrou, na Tunísia, a família de Mohamed Bouazizi, o jovemtunisiano que se imolou em praça pública em protesto ao governo e se transformou num símbolo e num mártir do que depois se convencionou chamar “Primavera Árabe”. ONova África traz ao público brasileiro depoimentos de brasileiros como a artista plásticaAline Ducrow, que vive em Tunis e acompanhou toda a revolução.

No Egito, vamos conversar com políticos e com ativistas que participaram diretamente das manifestações na Praça Tahrir. O Nova África entrevista Ahmed Maher, um jovem engenheiro que, desde 2008, combatia o regime de Hosni Mubarak.

As idas e vindas de uma revolução que começou na internet e que até hoje não terminou são o tema do Nova África dessa semana que também descobriu no Brasil um professor que fugiu do Egito para se transformar numa das maiores autoridades científicas do país na área agrícola.

 

Em 2012, os países do norte da África passaram por uma série de transformações. O Nova África dessa semana mostra as mudanças que alteraram o poder político e a percepção que os países ricos tinham dessa região. O programa vai à Tunísia e ao Egito para entender como e porque esses dois países passaram por revoluções que derrubaram governos que se mantinham há décadas no poder.
Mesmo sem o patrocínio de partidos políticos ou organizações sociais, protestos surgiram nas ruas e praças públicas dos dois países. Com a ajuda apenas da internet e das redes sociais, jovens pediram a queda de regimes que não perceberam como a insatisfação popular crescia com rapidez.

Fonte Nova África

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Espionagem mais dados a serem publicados

Espionagem: jornalista diz que há mais dados a serem publicados

Glenn Greenwald

Segundo Glenn Greenwald, o ex-consultor de informática Edward Snowden lhe entregou cerca de 20 mil documentos, que ainda não foram totalmente analisados

(Gage Skidmore / Creative Commons)

Brasília - O jornalista Glenn Greenwald, do jornal britânico The Guardian, disse hoje (6) que poderão ser publicadas mais denúncias relacionadas às espionagens feitas pelo governo dos Estados Unidos a comunicações telefônicas e eletrônicas de diversos países. O jornalista foi responsável por revelar ao mundo os programas secretos americanos de interceptação de dados, vazados pelo ex-consultor de informática Edward Snowden. Segundo Greenwald, Snowden lhe entregou cerca de 20 mil documentos, que ainda não foram totalmente analisados.

“Os artigos que publicamos são uma porção muito pequena das revelações que devem ser publicadas. Estamos trabalhando com muitas organizações no Brasil e no mundo todo para publicar mais documentos. É difícil falar sobre os documentos que ainda não publiquei, mas com certeza vai ter muito mais revelações sobre a espionagem do governo dos Estados Unidos”, disse Greenwald, que participou de audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.

Fonte: Sabrina Craide - Agência Brasil