quinta-feira, 14 de março de 2013

Brasil representado na Conferência em Luanda - Angola

A CIDE- CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE DESCENDÊNCIA ESCRAVA Luanda - Centro Internacional das Convenções de Talatona 25 - 27 de março de 2013

Antonio Lucio Angola

foto Jô Muniz

Ao centro o jornalista e historiador Antonio Lúcio, "(ao lado de RuiMucaje diretor da AFROCHAMBER) Antonio Lúcio estará em Angola efetuando uma palestra sobre: "A descendência africana e a dinâmica afirmativa no Brasil"

Reunião na Câmara Municipal de São Paulo, “Mobilização Zulmira Somos Nós”.

 

Com mais um passo nas relações Brasil – Angola ocorrerá a CIDE, numa análise da Diáspora e suas consequências, o jornalista e historiador Antonio Lúcio, falará sobre a dinâmica afirmativa no Brasil, um tema atual e dinâmico, discutido e defendido pelo Movimento Negro, aliados e nossos representantes. Desejamos todo sucesso ao talentoso Jornalista e historiador Antonio Lúcio.

 

Alesp Frente Pró Cotas 292

foto Hugo Ferreira

A deputada Leci Brandão presidente da COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA  na Assémbleia Legislativa de São Paulo – dia 13 de março de 2013

Audiência pública Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público - PIMESP: Como as Universidades Aplicarão as Cotas?

 

A Conferência que ocorrerá em Angola nos dias 25 a 27 de março de 2013, contará com os Conferencistas brasileiros:

Antonio Lucio - Historiador e Jornalista

Solange Barbosa - Diretora da Iniciativa "As Rotas da Liberdade"

25 de março

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PROGRAMA CIENTIFICO

"A descendência africana e a dinâmica afirmativa no Brasil"

Antonio Lúcio, historiador, jornalista, São Paulo, SP- BRASIL

Fonte Revista Brasil - Angola

terça-feira, 12 de março de 2013

Reunião “Mobilização Zulmira Somos Nós”

15 de março 18:30 Câmara Municipal de São Paulo

Quem matou Zulmira Cardoso?

reunião zulmira 2013 (2)

Pauta da reunião

·Continuidade da Mobilização Zulmira Somos Nós;

·Objetivos da Mobilização (além da cobrança de justiça para a tentativa de massacre);

·A Questão Migratória no Brasil atualmente;

·Propostas de atividades sobre 1 ano do assassinato de Zulmira (22 de Maio);

· Definir sobre a participação em Audiências Públicas:

- Comitê contra o Genocídio da Juventude Negra - 19/04 - USP - Direito (17h)

- Dia Internacional Contra o Racismo - ALESP  - 20/04 - Comissão de Direitos. Humanos 

·Outros informes pertinentes

domingo, 10 de março de 2013

Zulmira Cardoso um símbolo de luta no Brasil

JustiapelaZulmira

Na comemoração do aniversário, Zulmira foi arrumar o cabelo. Passando na Rua no Brás em São Paulo tomou um tiro, mais conterrâneos seus foram atingidos dois rapazes ( Gaspar Armando Mateus e Renovaldo Manoel Capenda) e uma moça grávida (Celina Bento Mendonça). Zulmira morreu com um tiro na testa.

Não conheci Zulmira de Souza Borges Cardoso, mas me emocionei com a sua história, vi a comoção da família com sua tragédia. Vi no YouTube no “Jornal Nacional de Angola” a emoção dos amigos, parentes e o povo de Angola sem entenderem o que ocorre no Brasil, o racismo e a violência. Uma declaração de um estudante angolano: “Aprendi o que era o racismo, quando desci no Aeroporto de Cumbica”.

O triste assassinato de Zulmira Cardoso, e impunidade do assassino, nos remetem à criação do Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial em 1978. Na época a morte do jovem Robson Silveira da Luz, mobilizou São Paulo para protestar nas escadarias do Teatro Municipal. De 1978 à 2012 a violência , o racismo, e a impunidade continuam...

Na época (2012) eu era professor voluntário na Educafro, entidade voltada para a educação de afrodescendentes e pobres, logo uma amiga via Face Book me questionou: “O que vamos fazer?” Respondi prontamente: “Juntar os núcleos, com eles teremos voz.” Foi o que ocorreu eu e essa amiga, da Educafro (não cito o nome, para não expô-la) contatamos vários núcleos. Logo a indignação tornou-se a voz dos participantes da entidade, foram conversar com o presidente da entidade Frei Davi Santos, e como os colegas e amigos de Zulmira Cardoso, participavam das ações educacionais, contatos foram feitos.

 

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Dr. Hédio Silva, Ester Judite, Frei David após a ida do corpo de Zulmira para Angola.

Quando o corpo de Zulmira foi para o Aeroporto, lá além dos estudantes angolanos amigos de Zulmira, representantes do Consulado de Angola, estudantes brasileiros da Educafro disseram adeus. Significativo foi à presença do Dr. Hédio da Silva, advogado que há pouco fizera um brilhante discurso no Supremo Tribunal Federal quando às cotas nas universidades foram consideradas constitucionais. O Dr. Hédio Silva advogado e antigo militante desde estudante, é um brilhante profissional contratado pela Embaixada de Angola no Brasil, e pela família de Zulmira Cardoso para acompanhar o caso.

Foi marcado para homenagear Zulmira no sétimo dia, um ato plurirreligioso com católicos, protestantes, povo do santo, com a presença de diversos setores da sociedade civil políticos e militantes. Uma união natural de indignação.

No dia além da dor, uma inquietude com o pouco caso que se tomava com a morte de uma estudante africana, morta por puro racismo.

Depois do ato as falas, de estudantes, e da sociedade civil, o que “parecia um ilha, mostrou-se um continente...”

O s vários casos de xenofobismos dirigidos à africanos e haitianos no Brasil. Um cabo verdiano em Fortaleza, um jovem guineense em Cuiabá, um nigeriano no interior do Rio Grande do Sul, humilhações de estudantes africanos no Maranhão e na UNESP em São Paulo.E o mais grave a enorme quantidade de jovens negros brasileiros mortos e suas morte silenciadas.

 

Reunião Zulmira 191

Num depoimento emocionante Celso Franciso Soares coordenador do Núcleo Educafro de Cidade Ademar nomeou os nomes dos desaparecidos.

Em tudo uma grande emoção, o ato plurirreligioso consolava a alma, mas restava a indignação da injustiça cometida.

Um grito foi lançado do fundo do coração, rasgando a garganta. Um pergunta repetida por todos:

JUSTIÇA! Quando? JÁ!

Nascia a Mobilização ZULMIRA SOMOS NÓS!

Passado quase um ano, o suspeito apresentado como o assassino é considerado inocente. O culpado é desconhecido.

“ESTAMOS EXAGERANDO?” é o padrão “pergunta-resposta” para tudo…

 

Bandeira Brasu Angola

Hugo Ferreira

Fotos Jô Muniz e Hugo Ferreira

“Brasil Angola Digital” lembra Zulmira Cardoso

A revista digital “Brasil Angola” de março homenageia as mulheres, com a imagem de nossa irmã Zulmira Cardoso.

Uma vontade de vencer e abrir espaços pelo estudos. Direitos de todo e qualquer cidadão, cortados por uma bala assassina, quando Zulmira passava na rua, preparando-se para uma festa de aniversário. Até hoje o autor dos disparos, que atingiu mais três pessos  é desconhecido e está livre.

Após as manifestações que se seguiram, reuniões com assessores da Presidência, Governador de São Paulo e o Secretário de Segurança de São Paulo no ano passado foi apresentado um suspeito, depois declarado inocente.

Não há notícias públicas sobre o caso de quem matou Zulmira.  Quem quer silenciar nosso grito?

JUSTIÇA! Quando? JÁ!

BRASIL ANGOLA DIGITAL – 08/03/2013

MULHERES DO MUNDO, PARABENS PELAS CONQUISTAS DIÁRIAS

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EDIÇÃO Nº 08 DA BRASILANGOLA MAGAZINE JÁ ESTA A SUA DISPOSIÇÃO CLICK E LEIA

 

Artigos da edição de março:

Universidade Metodista de Angola quer atingir excelência nos seus serviços


Parlamentares da Cedeao visitam centro de energias renováveis em Cabo Verde


Palácio do Planalto prepara abertura à entrada de mão de obra estrangeira no Brasil

PARA ANUNCIAR NA EDIÇÃO IMPRESSA ENTRE EM CONTATO COM NOSSO DEPARTAMENTO COMERCIAL – comercial@brasilangola.com.br  ou Ortega@brasilangola.com.br

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sexta-feira, 8 de março de 2013

“MULHERES AFRICANAS – A REDE INVISÍVEL” Estréia no cinema

No dia Internacional da Mulher estreia nesta sexta-feira uma homenagem à mulher africana. de Carlos Nascimbeni “MULHERES AFRICANAS – A REDE INVISÍVEL” na rede de cinemas. Comemorando a conquista de um espaço para a mostra do filme numa data significativa.

Veja o trailer:

 

“MULHERES AFRICANAS – A REDE INVISÍVEL – Trailer Oficial

Vivemos talvez de datas, mas elas por força da mídia nos fazem a refletir. E nada melhor do que pensar na mulher africana raiz da Humanidade

 

O DOCUMENTÁRIO MOSTRA A FORÇA DA ÁFRICA DE SAIAS (Foto: Reprodução)

Esqueça a imagem da mulher africana subalterna, submissa, despolitizada, coitadinha.

Em 'A Rede Invisível', africanas descrevem a luta diária para sobreviver no continente

Diferentes mulheres trabalhadoras, guerreiras, anônimas trabalhando no suor da lavoura. As mais conhecidas dão depoimentos sobre a situação do continente. Mulheres, mães, amantes, esposas, lutadoras e resistentes. Focadas nos filhos e maridos.

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O diretor e roteirista conta que, ao ser “cooptado” pela produtora Mônica Monteiro, tinha ideias preconcebidas sobre a África e suas mulheres. A produtora lhe dizia: “Espera chegar lá para ver”.

O que une Graça Machel, Mama Sara Masari, Nadine Gordimer, Leymah Gbowee e Luisa Diogo aos 500 milhões de mulheres que vivem na África – o número é citado no próprio filme – é o fato de serem todas lutadoras. “

“Cada uma luta com suas armas”, reflete o diretor, e, por isso, com a fala de Leymah, a visualização de um relato de Nadine e a corredora que vence a distância, ele conta essas histórias de mulheres que se expressam. Que agem. “Embora a África esteja no nosso imaginário e seja muito forte na formação, até mesmo étnica do povo brasileiro, é desconhecida da gente. Pensamos que sabemos, mas é outro mundo.”

Quem são essas mulheres conhecidas: Graça Machel é ativista de direitos humanos e mulher de Nelson Mandela. Mama Sara Masari é empresária de sucesso. Leymah Gbowee ganhou o Prêmio Nobel da Paz; Luisa Diogo foi primeira ministra de Moçambique. Nadine Gordimer venceu outro Nobel, o de Literatura. A liberiana Leymah fala de não violência, evoca Gandhi, Martin Luther King e Mandela para dizer que é preciso muita força interior para resistir à opressão. A sul-africana Nadine Gordimer tem profundo conhecimento do apartheid, mas a história que ele conta refere-se ao heroísmo e à covardia. O heroísmo que interessa às duas não é o do tipo que rende estátuas. É o da prática do dia a dia.

Carlos Nascimbeni recorre ora a uma narradora (Zezé Motta), ora deixa que as mulheres falem entre si, contrapondo depoimentos. É a melhor parte do filme. Ele está documentarista neste filme, mas gosta mesmo é de ficção. Muitas das histórias narradas dariam grandes filmes – Nascimbeni antecipa que Hollywood está fazendo ou vai fazer uma ficção sobre Leymah Gbowee. Ele concorda quando o repórter lhe diz que é a melhor personagem. Se a presença da mulher é importante na economia informal africana, Nascimbeni sabe que seu filme é um óvni no circuito comercial. Há necessidade de garantir outros espaços para discutir a Mulheres Africanas - A rede Invisível nas associações e comunidades.

Fonte Divulgação Oficial do documentário

quinta-feira, 7 de março de 2013

Zulmira Descanse em Paz

 

Homenagem à Zulmira Cardoso, assassinada no bairro do Brás em São Paulo por um ato racista.

Morta em 22 de maio de 2012, o assassino está livre e é desconhecido

Rapper angolano Kanhanga

 

“Nós não somos simplesmente negros no país do futebol,
Somos seres humanos e busca de uma formação digna, mas
Enquanto voçês nos olharem com essa diferença, o mundo será
Vítima desse vosso preconceito brasil.

Ter beleza é pra quê, natureza é pra quê
Se o preconceito nessa porra não nos faz viver

Aindo sinto a mesma guerra dos meus ancestrais
Negros ainda são tratados como se fossem cães
Meus irmãos africanos isso aqui é bem pior
Que todas guerras juntas numa contra o opressor

Estudante angolana, foi morta a queima roupa
E a mancha que ficou grudada não é a mesma da roupa
Mas que brasil é esse ? que voçes querem ter
Mas que país é esse ? alguem pra me responder

Se voçes tratam todo preto com essa diferença
Mas deus é pai, deus é pai
Esperemos o dia da sentença

Nossas vidas expostas, ha um crime comum
Estrangeiro morto a bala, pras eles é só mais um
E aqui ninguem se cala, desde de 2001
Que sofro com isso na pele sem ter feito mal algum
Que segurança temos no país do futuro
Que esperança vemos se vivemos no escuro
Onde a certeza de morrer # tá facil demais
Por isso eu abro meu questionamento de volta sensuro

Esse é o brasil
Me diz esse é o brasil
Onde os muleques trocam a caneta por um fuzil
Onde morrem estrangeiros e pouco se noticia
Por ser um estudante negro, ninguem quê gastar a energia, já pensou
Se se cria # uma onda de crime
Onde o alvo é povo negro e eu pertenço a esse time
0nde a vida se vai olha isso meu pai
Porque o racismo ainda existe nesse mundo ai ?

Nós so queremos a consciência de viver tranquilo
Nós não queremo a eminencia de sentir o perigo
Queremos paz e concluir a nossa formação
Classificada pelo ministerio da educação
Nós não queremos tirar o lugar de ninguem não
Nós so queremo a paz de volta, e uma graduação

Palavras fortes magoam
Lagrimas triste ecoam
Perdido eu oro na boa pensando no pior

Mas que brasil é esse ? que voçes querem ter
Mas que país é esse ? alguem pra me responder
Brasil do futebol # brasil do carnaval ?
Brasil que quer fazer o maior evento mundial
Nos libertam da dor e dessa opressão
Quero sentir o amor sem qualquer distinção
Quero sentir o valor de todos meus irmão
África quer justiça sim por uma só nação”

terça-feira, 5 de março de 2013

2500 livros sobre África e Oriente

Universidade de Aveiro disponibiliza, na net, mais de 2500 livros sobre África e Oriente

Universidade de Aveiro disponibiliza, na net, mais de 2500 livros sobre África e Oriente
A Universidade de Aveiro, através do projeto "Memória de África e do Oriente", tem já online mais de 2500 obras, referentes à história dos países de Língua Portuguesa, durante a administração colonial.
Endereço para Memória da África 
http://memoria-africa.ua.pt/

14-02-2013 O projeto, que existe desde setembro de 1996, é executado pela Universidade de Aveiro e pelo Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento (CESA) de Lisboa e tem contado com a participação de instituições de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Goa.
No site, com o endereço http://memoria-africa.ua.pt, além de registos bibliográficos para orientação de investigadores e curiosos, estão agora disponíveis e com livre acesso obras digitalizadas que vão desde livros da escola primária do tempo colonial, a relatórios de antigos governadores das então colónias e outros documentos oficiais.
Entre outras "preciosidades" já digitalizadas contam-se os três volumes da "História Geral de Cabo Verde", várias obras do cientista e poeta cabo-verdiano João Vário, toda a coleção do Boletim Geral das Colónias, a revista do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa de Bissau Soronda (1986-2009), o Boletim Cultural do Huambo em Angola, e "O Oriente Português", da responsabilidade da Comissão de Arqueologia da Índia Portuguesa, publicado entre 1905 e 1920 e retomado entre 1931 e 1940.
De acordo com Carlos Sangreman, da Universidade de Aveiro, o projeto "Memória de África e do Oriente" em dezembro atingiu 353.991 registos bibliográficos e 343.819 páginas digitalizadas e a base de dados já vai ser acrescentada.
"Temos trabalhado com muitas instituições portuguesas, sendo a ultima a Biblioteca Nacional que nos disponibilizou 67 mil registos que irão ser colocados na base à medida que formos conseguindo compatibilizar o formato", esclarece aquele responsável.
A "biblioteca digital" permite já ler através da internet obras digitalizadas de Angola, Cabo Verde, Goa, Guiné, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor, acervo que pode ser enriquecido se os particulares que possuem obras em casa facultarem a sua digitalização ou referenciação.