sábado, 23 de fevereiro de 2013

Tempo de Glória (Glory) trailer

Liberdade conquista-se com luta

 

 

A emocionante história do primeiro regimento negro em luta pelo Norte na Guerra Civil, Tempo de Glória é estrelado por Matthew Broderick, Denzel Washington, Cary Elwes e Morgan Freeman. Broderick e Elwes são jovens idealistas que lideram o regimento; Freeman é o inspirado sargento que une as tropas e Denzel Whashington, numa atuação que lhe rendeu um Oscar (Melhor Ator Coadjuvante em 1989), é o escravo fugitivo que representa o espírito indomável do 54. Regimento de Massachusetts.

 

Informações Técnicas
Título no Brasil:  Tempo de Glória
Título Original:  Glory
País de Origem:  EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 117 minutos
Ano de Lançamento:  1989
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.:  Sony Pictures
Direção: Edward Zwick

Matthew Broderick ... Col. Robert Gould Shaw
Denzel Washington ... Pvt. Trip
Cary Elwes ... Maj. Cabot Forbes
Morgan Freeman ... Sgt. Maj. John Rawlins
Jihmi Kennedy ... Pvt. Jupiter Sharts
Andre Braugher ... Cpl. Thomas Searles
John Finn ... Sgt. Maj. Mulcahy
Donovan Leitch ... Capt. Charles Fessenden Morse
JD Cullum ... Henry Sturgis Russell
Alan North ... Gov. John Albion Andrew
Bob Gunton ... Gen. Charles Garrison Harker
Cliff De Young ... Col. James M. Montgomery
Christian Baskous ... Edward L. Pierce
RonReaco Lee ... Mute drummer boy
Jay O. Sanders ... Gen. George Crockett Strong
Richard Riehle ... Kendric, quatermaster
Daniel Jenkins ... 'A' Co. officer
Michael Smith Guess ... 'A' Co. soldier
Abdul Salaam El Razzac ... 'A' Co. soldier
Peter Michael Goetz ... Francis George Shaw
Pete Munro ... Surgeon
Benji Wilhoite ... soldier at Antietam
Ethan Phillips ... Hospital steward
Mark A. Levy ... Bigoted soldier
Randell Haynes ... Haggis, paymaster
Afemo Omilami ... Tall contraband
Keith Noble ... Short contraband
Dan Biggers ... Minister
Marc Gowan ... Dr. William B. Rogers
Raymond Godshall Jr. ... Dr. Charles G. Thorpe
Bob Minor ... Contraband soldier in Darien
Joan Riordan ... White woman
Saundra Dunson-Franks ... Black woman
Mark A. Jones ... 54th Massachusetts soldier
Peter Grandfield ... 10th Connecticut soldier
Mark Margolis ... 10th Connecticut soldier
Paul Desmond ... 10th Connecticut soldier
Tom Barrington ... 10th Connecticut soldier
Michael Fowler ... 10th Connecticut soldier
Richard Wright ... 10th Connecticut soldier
The Boys Choir of Harlem ... Boys choir
Jane Alexander ... Sarah Blake Sturgis Shaw
Frank Blair ... Darian Farmer
Carla Brothers ... Charlotte Forten
Bill Chemerka ... Confederate Officer
Rachel Lea Grundfast ... Ellen Shaw
Kevin Hershberger ... Confederate Soldier
Kevin Jarre ... 10th Connecticut Soldier
Jay Lance ... Union Soldier
William Mathis ... Union Soldier
Bill Nunn
Larry Peterson ... Union Officer
Alejandro de Quesada ... Confederate / Union Soldier
Roger Ragland ... Cavalry Officer
Raymond St. Jacques ... Frederick Dougl

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Braços abertos, portas fechadas - Brasil

O racismo no Brasil pelo olhar de quem veio de fora

Uma olhar sobre a morte de Zulmira Cardoso, estudante angolana assassinada no Brás – São Paulo.

Justiça! Quando? Já…(?)

 

“Open Arms, Closed Doors” é um filme com um imigrante angolano que vive na favela da Maré, no Rio de Janeiro, e compõe rap para combater o preconceito sofrido diariamente. Pedi para as diretoras, as brasileiras Fernanda Polacow e Juliana Borges, um texto sobre a experiência de produzir o documentário, que estreia, nesta segunda (18), pela rede de TV Al Jazeera.

 

Vale a pena assistir e compartilhá-lo nas redes sociais. O resultado acaba funcionando como um espelho do que somos, mostrando que, não raro, agimos com o mesmo preconceito utilizado contra nós por alguns cidadãos e governos do centro do mundo.

 

O racismo no Brasil pelo olhar de quem veio de fora, por Fernanda Polacow e Juliana Borges*

Discutir o racismo na sociedade brasileira sempre é um assunto controverso. Para início de conversa, uma parcela significativa da nossa população insiste em dizer que este é um problema que não enfrentamos. Somos miscigenados, multirraciais, coloridos. Como um país assim pode ser racista?

Foi essa a pergunta que o angolano Badharó, protagonista do documentário “Open Arms, Closed Doors” (Braços Abertos, Portas Fechadas), que dirigimos para a rede de TV Al Jazeera e que será veiculado a partir de hoje em 130 países, se fez quando chegou ao Brasil em 1997 esperando encontrar o Rio de Janeiro que ele via nas novelas.

Badharó é um dos milhares de angolanos que vieram viver no Brasil. Depois de fugir da guerra civil no seu país de origem, escolheu aqui como novo lar – um país sem conflitos, alegre, aberto aos imigrantes e cuja barreira da língua já estava ultrapassada à partida. Foi parar no Complexo da Maré, onde está localizada a maior concentração de angolanos do Rio de Janeiro.

Para quem defende que o Brasil não é um país racista, vale ouvir o que ele, um imigrante negro, tem a dizer sobre a nossa sociedade. Badharó não nasceu aqui, não carrega nossos estigmas, não foi acostumado a viver num lugar em que muitos brancos escondem a bolsa na rua quando passam ao lado de um negro. Depois de 15 anos vivendo numa comunidade carioca, ele tem conhecimento de causa suficiente para afirmar: “O Brasil é um dos países mais racistas do mundo, mas o racismo é velado”. O documentário segue a rotina deste rapper de 35 anos e mostra o dia a dia de quem sofre na pele uma cascata de preconceitos, por ser pobre, negro e imigrante.

Além de levantar o tema do nosso racismo disfarçado, o documentário propõe, também, uma outra discussão: agora que estamos nos tornando um país alvo de imigrantes, será que estamos recebendo bem esses novos moradores?

Com a ascensão do Brasil como potência econômica e o declínio da Europa, principal destino de imigração dos africanos, nos tornamos um foco para quem não apenas procura uma situação melhor de vida, mas para quem procura uma melhor educação ou mesmo um bom posto de trabalho. São muitos os estudantes africanos de língua portuguesa que desembarcam no Brasil. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, Angola foi o quarto país do mundo que mais solicitou visto de estudantes no Brasil em 2012. Com esta nova safra de imigrantes, basta saber como vamos nos comportar.

Europeus e norte-americanos encontram nossas portas escancaradas e nossos melhores sorrisos quando aportam por aqui, mesmo que estejam vindo de países falidos e em situação irregular. No entanto, um estudante angolano com visto e com dinheiro no bolso, continua sofrendo preconceito. Foi este o caso da estudante Zulmira Cardoso, baleada e morta no Bairro do Brás, em São Paulo, no ano passado. Vítima de um ato racista, a estudante virou o mote de uma musica que Badharó compôs para que o crime não fique impune. Isto porque tanto as autoridades brasileiras quanto as angolanas não deram sequência nas apurações e o crime segue impune.

A tentativa de abafar qualquer problema de relacionamento entre as duas nações pode afetar as interessantes parceiras comercias que existem entre os dois governos. Para todos os efeitos, continuamos sendo ótimos anfitriões e estamos de braços abertos para quem quer aqui entrar.

Fonte do texto: Blog do Sakamoto

Video Internet

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Quem somos nós?

Quem somos nós? Misturas de incontáveis etnias, povos e costumes. Um olhar para quem volta à África Clipe do documentário "Pedra da Memória", dirigido por Renata Amaral, que por meio de projeto levou membros da Casa Fanti Ashanti, do Maranhão, para viagem por diversas cidades do Benin, em 2010.

A Mostra Pedra da Memória: exposição fotográfica, shows, documentário e debates foram apresentados no mês de novembro de 2012 no Ibirapuera e na Galeria Olido.

O projeto Pedra da Memória recebeu duas vezes o Prêmio Interações Estéticas da FUNARTE. Ao longo de dois anos foram realizados registros de mais de 30 comunidades de tradições musicais em 6 estados brasileiros e também na África.

A iniciativa levou ao Benin membros da Casa Fanti Ashanti, uma comunidade afro maranhense, liderados por Mestre Euclides Talabyan, um dos ícones de nossa cultura tradicional, registrando encontros e celebrações.

Dirigido pela musicista e pesquisadora Renata Amaral, a pesquisa reuniu mais de 300 horas de registros audiovisuais e 10 mil fotos no Brasil e no Benin, além de entrevistas e depoimentos fundamentais da memória destes mestres. O resultado do trabalho desenvolvido você pode conferir agora. Bom espetácul

Projeto Pedra Memória – diálogos Brasil e Benin

O projeto Pedra da Memória, que recebeu o Prêmio Interações Estéticas da FUNARTE/MinC, propõe uma investigação estética entre os gêneros tradicionais cultivados no Brasil e no Benin (África Ocidental), revelando seus vínculos e particularidades.

 

Trailer do documentário Pedra da Memória - YouTube

  O projeto promoveu um profundo diálogo entre a cultura dos dois países, ao levar a comunidades de culto vodum no Benin uma comitiva da Casa Fanti Ashanti. Ao longo de 5 semanas, Renata Amaral, o Babalorixá Euclides Talabyan, o antropólogo beninense radicado no Brasil Brice Sogbossi, a Yakekerê Isabel e um Ogan da comunidade maranhense visitaram as cidades de Cotonou, Abomey, Ketou, Porto Novo, Ouidah, Allada, Pobe e Sakete, realizando encontros e registros audiovisuais de diversas tradições como os Toques de vodum, Zangbeto, Egungun, cerimônias Geledés, música Kudo e as tradições dos Agudás, os afrobrasileiros do Benin, descendentes de ex escravos e trabalhadores do tráfico escravagista que retornaram ao Benin quando a escravidão foi abolida. Além do grande material registrado na viagem – cerca de 60 horas de vídeo, 20 de áudio multipistas e  dez mil fotos – e do acervo pessoal de quinze anos de pesquisas de Renata em diversos estados brasileiros, foram feitos ainda novos registros no Maranhão ao longo de seis meses de residência artística na Casa. A Casa Fanti Ashanti, fundada em 1958 pelo babalorixá Euclides Talabyan, é hoje um dos centros afro religiosos mais importantes em atividade no Maranhão, referência da influência jeje nagô no Brasil, e tema de estudos, teses e artigos de inúmeros pesquisadores em todo o país. Lá são cultuados os voduns trazidos do Benin, além dos orixás nagôs e diversas entidades surgidas no Brasil. Esta comunidade convive com símbolos, objetos, cânticos e rituais plenos de africanidade onde a cultura jeje nagô resiste com raro vigor. Tendo se tornado Ponto de Cultura em 2006, o intenso calendário de atividades da Casa inclui tradições sagradas e profanas como o Tambor de Mina, Candomblé, Pajelança, Baião de Princesas, Samba Angola, Mocambo, Tambor de Crioula, de Taboca, Canjerê, Bumba Boi, Festa do Divino e outros.

Renata Amaral, artista e pesquisadora, bacharel em Composição e Regência pela UNESP, realiza um amplo trabalho de criação de espetáculos, arte-educação e produção cultural, tendo produzido mais de 30 CDs e 10 documentários de cultura tradicional nos últimos 10 anos. Cultiva com a Casa Fanti Ashanti laços profundos de amizade e colaboração que já resultaram em diversos CDs e documentários da Casa, e o disco Baião de Princesas, parceria musical da Fanti Ashanti com seu grupo A Barca. Recebeu pelo segundo ano consecutivo o Prêmio Interações Estéticas da Funarte, sendo reconhecida como uma das principais expertises brasileiras em cultura tradicional.

Os escravos que saíam do porto de Ouidah (Benin) rumo ao novo mundo, eram levados antes à Árvore do Esquecimento, plantada pelo rei Agadja em 1727. Em torno desta árvore, os homens deveriam dar nove voltas, e as mulheres sete, para que se esquecessem de suas origens, sua identidade cultural, suas referências geográficas. Sabiam os mercadores de escravos que a memória é arma poderosa de resistência, ferramenta de identidade e instrumento de criação. Mnemósine, deusa grega que é a personificação da Memória, não por acaso é a mãe das Musas.

Os registros sobre as contribuições dos grupos iorubas e bantos são abundantes, no entanto, apesar de ter sido o Dahomé um dos principais portos de origem do enorme contingente de escravos trazidos ao Brasil, são menos numerosos os estudos sobre a cultura jeje, e especialmente sobre o enorme patrimônio cultural afro brasileiro existente no Benin. Estas relações e memórias se evidenciam também na cultura dos Agudás, que hoje representam 10% da população do Benin. A influência brasileira lá é surpreendente e pouco conhecida. Na época da abolição da escravatura, muitos escravos libertos, em geral pequenos comerciantes e artesões, voltaram do Brasil para o Benin, formando uma elite local que dominou o comércio e a construção civil do Dahomé (atual Benin) por toda a primeira metade do século XX. O Brasil está presente também na arquitetura, culinária, língua e outros aspectos culturais. Cultivando até hoje com impressionante dedicação as tradições de seus antepassados como o Carnaval, a Festa do Senhor do Bonfim e a Burrinha (aparentada ao bumba boi), os Agudás se consideram brasileiros, e invertem desconcertantemente nossa noção de ancestralidade.

Esta experiência transformadora resultou na mostra fotográfica e o documentário Pedra da Memória, que trazem um material inédito e precioso sobre as tradições populares brasileiras e beninenses, em uma aproximação poética e reveladora. Pedra da Memória quer fazer o caminho inverso da Árvore do Esquecimento, e fomentar os re-conhecimentos.

Texto:Marcelo Manzatti - http://www.famalia.com.br/?p=11547

Trailer do Documentário Pedra da Memória Youtube indicação de José Fernando Oliveira Moreira.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Augusto Malta

Veja as fotos de Augusto Malta, o fotógrafo que retratou a Rio de Janeiro da Belle Époque

Contratado pela prefeitura, Augusto Malta registrou a impressionante transformação da cidade numa metrópole sob os moldes europeus

Não se pode pensar em fotografias do "Rio Antigo" sem lembrar de Augusto Malta. A quantidade de imagens e o período fotografado são tão grandes que nos dão a impressão de que Augusto Malta poderia ter vivido uns duzentos anos.

Em 1900, o vendedor de tecidos Augusto César Malta de Campos recebeu uma proposta de um freguês: trocar sua bicicleta, que usava para levar amostras às casas das madames cariocas, por uma pequena máquina fotográfica. Embora parecesse maluca, a permuta mudou a vida do comerciante. Após três anos fotografando amigos, familiares e o cotidiano da cidade por conta própria, ele foi empregado como fotógrafo oficial da prefeitura do Rio de Janeiro. Durante 33 anos, registrou as principais obras que modernizaram a capital e fizeram dela a vitrine brasileira da Belle Époque.
Augusto Malta nasceu em 1864, em Alagoas, e se mudou para o Rio em 1888. Trabalhou como auxiliar de escrita, foi promovido a contador e mais tarde abriu seu próprio armazém, que faliu pouco tempo depois. Em 1903, quando conseguiu se estabilizar como vendedor de tecidos - mesmo com a câmera no lugar da bicicleta -, foi levado por um amigo para registrar as primeiras obras do novo prefeito, Francisco Pereira Passos. Empolgado com o resultado, Passos criou um cargo exclusivo para Malta: ele deveria documentar o antes e o depois das obras públicas, bem como sua execução e inauguração, além de festas organizadas pela prefeitura e demais eventos que acontecessem na cidade.

Foto: MIS-RJ
As construções e reformas - como as avenidas Central (hoje Rio Branco), Beira-Mar, Passos, o Passeio Público, o prédio atual da Fundação Biblioteca Nacional, o Teatro Municipal - eram um grande projeto da prefeitura em conjunto com o governo federal para reurbanizar a capital e moldá-la como uma verdadeira metrópole europeia. "Malta registrou a transformação do espaço urbano do Rio. Era um período em que boa parte dos cortiços foi demolida, começaram a surgir as primeiras favelas, muita coisa mudou", afirma Regina da Luz Moreira, historiadora cuja dissertação de mestrado aborda o fotógrafo e a construção da memória da cidade. "Deve-se a Augusto Malta a mais importante documentação fotográfica do Rio de Janeiro das três primeiras décadas do século 20", diz Boris Kossoy no Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro. No verbete dedicado a ele, aliás, o autor sustenta que o piauiense aprendeu parte de seu ofício com ninguém menos que Marc Ferrez (1843-1928), um dos principais fotógrafos brasileiros de todos os tempos.
"Numa época em que a maioria dos fotógrafos trabalhava em estúdios ou fazia imagens um pouco artificiais do Rio, ele fotografava cenas sociais. Além das obras, havia o cotidiano da cidade, prostitutas, escritores, personalidades", afirma George Ermakoff, autor do livro Augusto Malta e o Rio de Janeiro - 1903-1936.

A praça XV de Novembro (antigo largo do Paço), no Centro do Rio, em 1906: mais de 600 prédios seriam destruidos para reformular toda a região desde o início (foto: Augusto Malta)
Malta atuou quase sempre sozinho, sem ajudantes. Além da função na prefeitura, ele fazia trabalhos particulares, editava cartões- postais e fazia registros sob encomenda de empresas como a Light. O fotógrafo assinava todos os negativos de vidro com tinta nanquim, de trás para a frente, e sempre colocava data, local e uma pequena legenda na imagem. Ele chegou a publicar um Álbum Geral do Brasil, com retratos inéditos de cidades brasileiras - ele clicou, além do Rio, municípios de Minas Gerais, Alagoas e São Paulo. O fotógrafo usava equipamentos ainda do fim do século 19, mas recorria a chapas de vidro de maior sensibilidade. "Isso fazia com que ele conseguisse colocar a câmera nas ruas, apesar de grande e com tripé, e captar aquele momento. A linguagem dele se beneficiou disso", diz o coordenador da área de fotografia do Instituto Moreira Salles, Sérgio Burgi. Embora não tenha trabalhado exatamente como repórter fotográfico, Malta era membro da Associação Brasileira de Imprensa e cedeu imagens para jornais e revistas. Segundo Ermakoff, ele tinha o apreço dos jornalistas. "Os repórteres faziam ponto em sua sala para saber da agenda do prefeito. Era ele quem os recepcionava."

Em 1936, Augusto Malta se aposentou e deixou o filho Aristóginton como substituto na prefeitura. Em casa, ele continuou a se dedicar à fotografia até poucos anos antes de falecer, em junho de 1957. Amalthea, filha do fotógrafo, conta que ele trabalhou até quase os 90 anos e morreu pobre, apesar de não ter deixado dívidas. Em depoimento gravado para o Museu da Imagem e do Som (MIS-RJ), ela descreve o pai como um homem muito ocupado, mas nem por isso desatento: "No fim do mês, queria saber as notas. E eu fazia esforço para não ser observada". Augusto Malta teve duas esposas e nove filhos - cinco do primeiro casamento e mais quatro do segundo. Seu legado compreende mais de 30 mil negativos - infelizmente, boa parte foi deteriorada pela ação do tempo ou má conservação. Seu acervo está espalhado em várias instituições, como o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (que mantém um portal em homenagem a ele na internet), a Biblioteca Nacional e o Instituto Moreira Salles.
Saiba mais
Site

ims.uol.com.br
Parte do acervo de Malta, além de sua biografia, estão disponíveis para consulta no site do Instituto Moreira Salles.
Livro
Augusto Malta e o Rio de Janeiro: 1903-1936, George Ermakoff, G. Ermakoff Casa Editorial, 2005

Com 300 imagens, o livro cruza as histórias de Malta e do Rio.

Bianca Nunes | 20/06/2012 16h56

http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/veja-fotos-augusto-malta-fotografo-retratou-rio-janeiro-belle-epoque-689462.shtml

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O império Ashanti

O Ashanti (ou Asante ) Império (ou confederação ), também Asanteman (1701-1896) na  África Ocidental estado de Ashanti , formados pelo  povo Akan da região de Ashanti , em Gana.

Os Ashanti (ou Asante) são um sub-grupo do Akans , um poderoso povo militaristas e altamente disciplinado da África Ocidental que habitam uma área conhecida como 'Akanland'. Seu poder militar, que veio de estratégia eficaz e uma adaptação rápida das armas de fogo européias , criaram um império que se estendia do centro de Gana a de hoje  até Benin e Costa do Marfim , fazia fronteira ao norte com o Reino Dagomba e o Reino de Daomé para o leste.

 

 

Devido à capacidade militar do império, a hierarquia sofisticado, social, estratificação e da cultura, o império Ashanti foi um dos maiores entidades política da África Subsariana.

Os antigos ashantis migraram das imediações da região noroeste do Rio Níger após a queda do Império de Gana no século XIII. Evidência disto está nas cortes reais dos reis Akans, refletida pela dos reis Ashanti cujas procissões e cerimônias mostram resquícios de antigas ceremônias de Ghana. Etno linguistas têm comprovado a migração pelo uso das palavras e pelo padrão de fala ao longo da África Ocidental.

Por volta do século XIII DC, os ashantis e vários outros povos Akan migraram para o cinturão de floresta da Gana atual e estabeleceram pequenos estados na região montanhosa em volta da Kumasi atual. No auge do Império, os ashantis e o povo Akan em geral se enriqueceram como o comércio de ouro extraído do seu território. No início da história ashanti, este ouro foi negociado com os importantes impérios de Gana e Mali

Hoje, a monarquia Ashanti continua constitucionalmente protegida, um estado sub-nacional tradicional em Gana. O chefe atual é Otumfuo Osei Tutu II Asantehene .

Os Bamum

Este povo teve a particularidade de desenvolver uma arte e uma cultura extremamente originais. Com uma população que ronda as 150 mil pessoas, os Bamum vieram do Norte, conduzidos por Ncharé, e estabeleceram-se em Pambain, junto do rio Nchi, na zona centro-ocidental dos Camarões. Mais tarde, mudaram o nome desta localidade para Founban (fon = aldeia abandonada; nbain = acampamento).

 

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No século XVIII, o rei Mbombovo organizou o território, no qual incorporou os povos que já habitavam naquela zona. Deste modo conseguiu promover a coesão social e uma identidade «nacional».

 

Rei Njoya

Rei Njoya em sua corte

O soberano mais importante foi Njoya, que, deposto na sequência de um golpe, voltou a ser reconduzido com a ajuda dos muçulmanos peúl de Banio. Em reconhecimento, o rei converteu-se ao islão. Morreu em Yaoundé, capital dos Camarões, em 1931. Encontrava-se ali exilado, depois de os Franceses o terem acusado de falta de lealdade para com os colonizadores.

O território de Founban foi governado por sultões durante um breve período de tempo. Mas isso não impediu que aquela zona se constituísse como um foco significativo de cultura.

Quando os Alemães chegaram à capital dos Camarões, em 1902, e ali ensinaram o Cristianismo, o rei Njoya abandonou o islão, destruiu a mesquita e converteu-se à fé cristã. Porém, quando aqueles abandonaram o país, o monarca aderiu de novo ao Islamismo, conservando, contudo, numerosas crenças da religião tradicional.

Rei Njoya com uniforme

O rei Njoya com uniforme

O rei Njoya elaborou oito alfabetos e impôs uma escrita com 83 letras e dez números, que era obrigatória nas escolas e nos serviços oficiais do reino: arquivos, correspondência, contabilidade, entre outros.

O rei empregou-a também na elaboração de vários dos seus livros, como, por exemplo, História das Leis e dos Costumes dos Bamum, no qual recolheu todas os episódios da história do seu povo. A sua experiência religiosa encontra-se narrada na obra Segue, Chega. Neste livro, Njoya misturou elementos da Bíblia, do Alcorão e das crenças tradicionais.

A sociedade bamum é muito hierarquizada e, em certos momentos e circunstâncias, possui traços de uma sociedade feudal.

Os Bamum vivem em casas de tipo rectangular, com muros de argamassa cozida ao sol e teto com cumeeira. A cobertura de canas foi substituída progressivamente por outro tipo de materiais mais resistentes, como o latão ou o zinco.

O povo subsiste da agricultura. Para isso aproveita a fertilidade dos solos vulcânicos.

O islão é a religião mais difundida. Todavia, entre as camadas populares continuam a ser praticados os cultos da religião tradicional, de que sobressai o culto aos antepassados.

Apesar de o islão proibir certo tipo de representações artísticas, o rei rodeou-se dos melhores artesãos do seu povo e das regiões vizinhas. Estes confeccionaram os objectos necessários para as celebrações tradicionais e, ainda, outros destinados aos cortesãos. Njoya recolheu-os e guardou-os no seu magnífico palácio, que havia desenhado e mandado construir em 1917.

As esculturas de madeira representam grandes máscaras com faces salientes, de aspecto risonho e bonacheirão. Elas mostram o sentido alegre da vida.

As colunas, as ombreiras das portas e as vigas dos tectos enchem-se também de baixos-relevos de diferentes formas. São uma excelente mostra da extraordinária arte bamum.

Por: JOSÉ LUÍS CORTÉS/LEO SALVADOR/ARTURO ARNAU

Fotos Internet

Texto http://www.alem-mar.org/cgi-bin/quickregister/scripts/redirect.cgi?redirect=EEZZAkuEZyElZRoDiL